Ela (Poesia Crônica)
Repelida por sua lógica sexual Reprimida pelos toques homo-carnais a família ruminava ao vê-la aos beijos calorosos e sedosos sem fios de barba mal feita para arranhar sua tez arrepiada Os másculos gozavam dubiamente outros lamentavam o desperdício
É sua fruta preferida, doce, melosa daquelas que impregnam com o aroma e, às vezes, deixam fiapos nos dentes como fogo na palha faiscando reluzente extravagante amor que ninguém entende muito menos os normais anormais indecentes donos do pudor que se perde aos gemidos que ecoam baixinho até o quarto dos filhos
Ela sou eu em pentagrama, na cama e esta é a vida que reparto em prazeres Parto, sem parto, mas me reparto em prazeres A viciada família que aspire seus dramas e aos que lamentam, que retornem a seus lares ou se lamentarão por seus próprios desperdícios porque o prazer é feminino e febril e a febre me aquece como ela
Escrito por Jessica Novakovich às 18h46
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